Sonnets 151
Love is too young to know what conscience is,
Yet who knows not conscience is born of love?
Then gentle cheater urge not my amiss,
Lest guilty of my faults thy sweet self prove.
For thou betraying me, I do betray
My nobler part to my gross body's treason,
My soul doth tell my body that he may,
Triumph in love, flesh stays no farther reason,
But rising at thy name doth point out thee,
As his triumphant prize, proud of this pride,
He is contented thy poor drudge to be,
To stand in thy affairs, fall by thy side.
No want of conscience hold it that I call,
Her love, for whose dear love I rise and fall.
William Shakespeare
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009

Reparando certo dia,
como todo começo é díficil, como surgem problemas em todos caminhos... A vida adulta é complicada... mais se omitem as verdades do que se falam, e isso é realmente penoso...
Reparando certo dia,
como um abraço já não significa muita coisa, e palavras calorosas servem para não muito mais do que engrandecer nossos orgulhos idiotas, pois sempre se quer ser superior, superior... todavia, ainda inferior...
Reparando certo dia,
o que haverá de ser aos feios. Todos querem ser esbeltos, o que haverá de ser, será que mesmo todo mundo belo ainda sim existira feio?
Reparando certo dia,
que após uma morte de alguém querido, o mundo não pára, não mesmo, continua quer queira à bonança ou a sopetão,
Reparando certo dia, como é infeliz sorrir quando se está magoado...
domingo, 6 de setembro de 2009
Meu anjo
Meu anjo tem o encanto, a maravilha
Da espontânea canção dos passarinhos;
Tem os seios tão alvos, tão macios
Como o pêlo sedoso dos arminhos.
Triste de noite na janela a vejo
E de seus lábios o gemido escuto
É leve a criatura vaporosa
Como a frouxa fumaça de um charuto.
Parece até que sobre a fronte angélica
Um anjo lhe depôs coroa e nimbo...
Formosa a vejo assim entre meus sonhos
Mais bela no vapor do meu cachimbo.
Como o vinho espanhol, um beijo dela
Entorna ao sangue a luz do paraíso.
Dá morte num desdém, num beijo vida,
E celestes desmaios num sorriso!
Mas quis minha sina que seu peito
Não batesse por mim nem um minuto,
E que ela fosse leviana e bela
Como a leve fumaça de um charuto!
(Álvares de Azevedo)
Meu anjo tem o encanto, a maravilha
Da espontânea canção dos passarinhos;
Tem os seios tão alvos, tão macios
Como o pêlo sedoso dos arminhos.
Triste de noite na janela a vejo
E de seus lábios o gemido escuto
É leve a criatura vaporosa
Como a frouxa fumaça de um charuto.
Parece até que sobre a fronte angélica
Um anjo lhe depôs coroa e nimbo...
Formosa a vejo assim entre meus sonhos
Mais bela no vapor do meu cachimbo.
Como o vinho espanhol, um beijo dela
Entorna ao sangue a luz do paraíso.
Dá morte num desdém, num beijo vida,
E celestes desmaios num sorriso!
Mas quis minha sina que seu peito
Não batesse por mim nem um minuto,
E que ela fosse leviana e bela
Como a leve fumaça de um charuto!
(Álvares de Azevedo)
sábado, 22 de agosto de 2009
AMOR E MEDO
Quando eu te vejo e me desvio cauto
Da luz de fogo que te cerca, ó bela,
Contigo dizes, suspirando amores:
"Meu Deus! que gelo, que frieza aquela!"
Como te enganas! meu amor, é chama
Que se alimenta no voraz segredo,
E se te fujo é que te adoro louco...
És bela — eu moço; tens amor, eu — medo...
Tenho medo de mim, de ti, de tudo,
Da luz, da sombra, do silêncio ou vozes.
Das folhas secas, do chorar das fontes,
Das horas longas a correr velozes.
O véu da noite me atormenta em dores
A luz da aurora me enternece os seios,
E ao vento fresco do cair cias tardes,
Eu me estremece de cruéis receios.
É que esse vento que na várzea — ao longe,
Do colmo o fumo caprichoso ondeia,
Soprando um dia tornaria incêndio
A chama viva que teu riso ateia!
Ai! se abrasado crepitasse o cedro,
Cedendo ao raio que a tormenta envia:
Diz: — que seria da plantinha humilde,
Que à sombra dela tão feliz crescia?
A labareda que se enrosca ao tronco
Torrara a planta qual queimara o galho
E a pobre nunca reviver pudera.
Chovesse embora paternal orvalho!
Ai! se te visse no calor da sesta,
A mão tremente no calor das tuas,
Amarrotado o teu vestido branco,
Soltos cabelos nas espáduas nuas! ...
Ai! se eu te visse, Madalena pura,
Sobre o veludo reclinada a meio,
Olhos cerrados na volúpia doce,
Os braços frouxos — palpitante o seio!...
Ai! se eu te visse em languidez sublime,
Na face as rosas virginais do pejo,
Trêmula a fala, a protestar baixinho...
Vermelha a boca, soluçando um beijo!...
Diz: — que seria da pureza de anjo,
Das vestes alvas, do candor das asas?
Tu te queimaras, a pisar descalça,
Criança louca — sobre um chão de brasas!
No fogo vivo eu me abrasara inteiro!
Ébrio e sedento na fugaz vertigem,
Vil, machucara com meu dedo impuro
As pobres flores da grinalda virgem!
Vampiro infame, eu sorveria em beijos
Toda a inocência que teu lábio encerra,
E tu serias no lascivo abraço,
Anjo enlodado nos pauis da terra.
Depois... desperta no febril delírio,
— Olhos pisados — como um vão lamento,
Tu perguntaras: que é da minha coroa?...
Eu te diria: desfolhou-a o vento!...
Oh! não me chames coração de gelo!
Bem vês: traí-me no fatal segredo.
Se de ti fujo é que te adoro e muito!
És bela — eu moço; tens amor, eu — medo!...
(Casimiro de Abreu)
Quando eu te vejo e me desvio cauto
Da luz de fogo que te cerca, ó bela,
Contigo dizes, suspirando amores:
"Meu Deus! que gelo, que frieza aquela!"
Como te enganas! meu amor, é chama
Que se alimenta no voraz segredo,
E se te fujo é que te adoro louco...
És bela — eu moço; tens amor, eu — medo...
Tenho medo de mim, de ti, de tudo,
Da luz, da sombra, do silêncio ou vozes.
Das folhas secas, do chorar das fontes,
Das horas longas a correr velozes.
O véu da noite me atormenta em dores
A luz da aurora me enternece os seios,
E ao vento fresco do cair cias tardes,
Eu me estremece de cruéis receios.
É que esse vento que na várzea — ao longe,
Do colmo o fumo caprichoso ondeia,
Soprando um dia tornaria incêndio
A chama viva que teu riso ateia!
Ai! se abrasado crepitasse o cedro,
Cedendo ao raio que a tormenta envia:
Diz: — que seria da plantinha humilde,
Que à sombra dela tão feliz crescia?
A labareda que se enrosca ao tronco
Torrara a planta qual queimara o galho
E a pobre nunca reviver pudera.
Chovesse embora paternal orvalho!
Ai! se te visse no calor da sesta,
A mão tremente no calor das tuas,
Amarrotado o teu vestido branco,
Soltos cabelos nas espáduas nuas! ...
Ai! se eu te visse, Madalena pura,
Sobre o veludo reclinada a meio,
Olhos cerrados na volúpia doce,
Os braços frouxos — palpitante o seio!...
Ai! se eu te visse em languidez sublime,
Na face as rosas virginais do pejo,
Trêmula a fala, a protestar baixinho...
Vermelha a boca, soluçando um beijo!...
Diz: — que seria da pureza de anjo,
Das vestes alvas, do candor das asas?
Tu te queimaras, a pisar descalça,
Criança louca — sobre um chão de brasas!
No fogo vivo eu me abrasara inteiro!
Ébrio e sedento na fugaz vertigem,
Vil, machucara com meu dedo impuro
As pobres flores da grinalda virgem!
Vampiro infame, eu sorveria em beijos
Toda a inocência que teu lábio encerra,
E tu serias no lascivo abraço,
Anjo enlodado nos pauis da terra.
Depois... desperta no febril delírio,
— Olhos pisados — como um vão lamento,
Tu perguntaras: que é da minha coroa?...
Eu te diria: desfolhou-a o vento!...
Oh! não me chames coração de gelo!
Bem vês: traí-me no fatal segredo.
Se de ti fujo é que te adoro e muito!
És bela — eu moço; tens amor, eu — medo!...
(Casimiro de Abreu)
sábado, 15 de agosto de 2009

Os Versos Que Te Fiz
Deixe dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer !
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Tem dolencia de veludo caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !
Mas, meu Amor, eu não te digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz !
Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz.
(Florbela Espanca)
Deixe dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer !
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Tem dolencia de veludo caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !
Mas, meu Amor, eu não te digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz !
Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz.
(Florbela Espanca)
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
If It kills me (Música)
Hello, tell me you know
Yeah, you figured me out
Something gave it away
And it would be such a beautiful moment
To see the look on your face
To know that I know that you know now
And baby that's a case of my wishful thinking
You know nothing Cause you and
I Why, we go carrying on for hours, on and
We get along much better
Than you and your boyfriend
Well all I really wanna do is love you
A kind much closer than friends use
But I still can't say it after all we've been through
And all I really want from you is to feel me
As the feeling inside keeps building And
I will find a way to you if it kills me
If it kills me
If it kills me
Well how long, can I go on like this,
Wishing to kiss you, Before I rightly explode?
This double life I lead isn't healthy for me
In fact it makes me nervous If I get caught
I could be risking it all
Baby there's a lot that
I miss In case I'm wrong
Well all I really wanna do is love you
A kind much closer than friends use
But I still can't say it after all we've been through
And all I really want from you is to feel me
As the feeling inside keeps building
And I will find a way to you if it kills me
If it kills me
If I should be so bold I'd ask you to hold my heart in your hand
Tell you from the start how
I've longed to be your man
But I never said
I would I guess I'm gonna miss my chance again
All I really wanna do is love you
A kind much closer than friends use
But I still can't say it after all we've been through
And all I really want from you is to feel me
As the feeling inside keeps building
And I will find a way to you if it kills me
If it kills me
If it kills me
I think it might kill me
And all I really want from you is to feel me
It's a feeling inside that keeps building
And I will find a way to you if it kills me
If it kills me
If it kills me
It might kill me
(Jason Mraz)
Hello, tell me you know
Yeah, you figured me out
Something gave it away
And it would be such a beautiful moment
To see the look on your face
To know that I know that you know now
And baby that's a case of my wishful thinking
You know nothing Cause you and
I Why, we go carrying on for hours, on and
We get along much better
Than you and your boyfriend
Well all I really wanna do is love you
A kind much closer than friends use
But I still can't say it after all we've been through
And all I really want from you is to feel me
As the feeling inside keeps building And
I will find a way to you if it kills me
If it kills me
If it kills me
Well how long, can I go on like this,
Wishing to kiss you, Before I rightly explode?
This double life I lead isn't healthy for me
In fact it makes me nervous If I get caught
I could be risking it all
Baby there's a lot that
I miss In case I'm wrong
Well all I really wanna do is love you
A kind much closer than friends use
But I still can't say it after all we've been through
And all I really want from you is to feel me
As the feeling inside keeps building
And I will find a way to you if it kills me
If it kills me
If I should be so bold I'd ask you to hold my heart in your hand
Tell you from the start how
I've longed to be your man
But I never said
I would I guess I'm gonna miss my chance again
All I really wanna do is love you
A kind much closer than friends use
But I still can't say it after all we've been through
And all I really want from you is to feel me
As the feeling inside keeps building
And I will find a way to you if it kills me
If it kills me
If it kills me
I think it might kill me
And all I really want from you is to feel me
It's a feeling inside that keeps building
And I will find a way to you if it kills me
If it kills me
If it kills me
It might kill me
(Jason Mraz)
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